Autor Endividado: Robert Kiyosaki deve US$ 1 bi “O problema é do banco”

Você já pensou que ter mais de um bilhão de dólares em dívidas poderia ser algo tranquilo? Para Robert Kiyosaki, autor do famoso livro “Pai Rico, Pai Pobre”, isso é parte de sua estratégia de investimentos.

Kiyosaki utiliza a alavancagem financeira para adquirir ativos que, segundo ele, se valorizam mais do que o custo dos juros dos empréstimos. Esses ativos incluem investimentos em imóveis, bitcoin e ouro. Ele entende que o risco é compartilhado: se ele falir, os bancos também terão problemas — o que, em sua visão, minimiza sua preocupação pessoal.

Apesar de seu alto nível de endividamento, Kiyosaki faz questão de destacar que não utiliza empréstimos para financiar um estilo de vida extravagante. Os veículos de luxo que possui, como uma Ferrari e um Rolls-Royce, estão totalmente quitados.

Para ele, o segredo está em saber diferenciar uma dívida boa de uma ruim, uma lição que ele aprendeu cedo e segue à risca.

Kiyosaki aconselha as pessoas a deixarem de investir em dólares e a focarem em ativos como ouro, prata e bitcoin. Ele expressa descrença na moeda americana e prevê que o dólar está caminhando para o seu fim.

Em suas palavras, estamos presenciando o declínio de um império, algo que, historicamente, aconteceu com todas as grandes potências.

Conhecido por suas opiniões fortes e posicionamento político à direita, Kiyosaki, que já coescreveu um livro com Donald Trump, acredita que os Estados Unidos estão à beira de um colapso. Ele utiliza plataformas como o X (antigo Twitter) para express Posicionamento 

Críticas Sociais

Dar suas críticas e preocupações com a direção que o país está tomando. Em uma de suas postagens, ele chegou a referir-se ao presidente Joe Biden, à secretária do Tesouro Janet Yellen e ao presidente do Federal Reserve Jerome Powell como “os três patetas”, evidenciando seu descontentamento com a atual administração econômica e política dos EUA.

Kiyosaki também tem opiniões fortes sobre a educação nos Estados Unidos, particularmente no que diz respeito à educação financeira. Ele acusa os professores americanos de oprimir a população com ideias que ele considera “comunistas”, como as relacionadas à diversidade, igualdade e a agenda ESG (Environmental, Social, and Governance).

Para ele, o sistema educacional falha ao não ensinar sobre finanças e ao promover o que ele chama de “marxismo”. Kiyosaki defende que o conhecimento sobre dinheiro e investimentos é fundamental e deveria ser uma parte central da educação.

Leia mais:

O Pensamento de Kiyosaki A vida e a filosofia de Robert Kiyosaki giram em torno de investimentos, riscos calculados e uma visão crítica das normas econômicas e sociais estabelecidas.

Sua abordagem às dívidas como ferramenta para crescimento financeiro e sua crença na valorização de ativos alternativos ao dólar refletem uma estratégia de investimento que desafia muitos dos princípios tradicionais de gestão de finanças pessoais.

Enquanto alguns podem vê-lo como um visionário, outros podem encontrar em suas palavras uma dose de controvérsia e risco. O que é inegável é que Kiyosaki continua a ser uma figura influente no mundo das finanças pessoais, sempre pronto para compartilhar suas ideias e desafiar o status quo.