A Taxa Selic é a taxa básica de juros da economia brasileira. Ela influencia o custo de empréstimos e financiamentos, a rentabilidade de boa parte da renda fixa e as decisões do Banco Central para controlar a inflação.
Atualização editorial: em 8 de outubro de 2026, a meta da Selic é de 13,75% ao ano, definida pelo Copom em 16 de setembro de 2026 e válida desde 17 de setembro. Como esse número muda ao longo do tempo, consulte sempre o Banco Central para a decisão mais recente.
O que é a Taxa Selic?
Selic é a sigla de Sistema Especial de Liquidação e de Custódia. No uso cotidiano, quando alguém fala que “a Selic subiu” ou “a Selic caiu”, normalmente está se referindo à meta da Taxa Selic, definida pelo Comitê de Política Monetária, o Copom.
Essa taxa funciona como referência para o custo do dinheiro no Brasil. Ela não determina sozinha todas as taxas cobradas por bancos e financeiras, mas influencia fortemente juros de crédito, títulos públicos e aplicações pós-fixadas.
Quem decide a Selic?
A meta é definida pelo Copom, órgão do Banco Central responsável por conduzir a política monetária. As decisões consideram inflação, atividade econômica, mercado de trabalho, expectativas e riscos internos e externos.
Selic Meta e Selic Over são a mesma coisa?
Não exatamente. A Selic Meta é o objetivo definido pelo Copom. Já a Selic Over é a taxa efetivamente observada em operações de curtíssimo prazo lastreadas em títulos públicos federais. Na prática, as duas costumam ficar muito próximas.
Como a Selic afeta a inflação?
Quando o Banco Central eleva a Selic, o crédito tende a ficar mais caro. Isso pode reduzir consumo e investimento e, com algum atraso, ajudar a moderar a inflação. Quando a taxa cai, o crédito tende a ficar mais barato e a atividade econômica pode receber estímulo.
Esse mecanismo não é instantâneo nem perfeito. Inflação também pode ser causada por câmbio, energia, alimentos, choques internacionais e outros fatores que não dependem apenas dos juros.
Como a Selic afeta os investimentos?
- Tesouro Selic: acompanha a taxa básica de juros, descontados custos e tributação aplicáveis.
- CDBs, LCIs, LCAs e fundos DI: muitos usam o CDI/Taxa DI como referência, que costuma caminhar muito perto da Selic.
- Títulos prefixados: são afetados pelas expectativas de juros futuros e podem oscilar antes do vencimento.
- Ações e FIIs: juros mais altos podem aumentar a concorrência da renda fixa e alterar o valor presente dos fluxos de caixa, mas não existe uma relação automática de “Selic sobe, bolsa cai”.
Se quiser entender a ligação entre Selic e CDI, veja também nosso guia O que é CDI.
Selic alta é sempre boa ou ruim?
Depende da situação. Para quem está endividado ou pretende tomar crédito, juros altos tendem a ser negativos. Para quem possui aplicações pós-fixadas, podem elevar a rentabilidade nominal. Para a economia como um todo, o objetivo da política monetária é equilibrar inflação e atividade — não favorecer um único tipo de investidor.
Como calcular o efeito dos juros no seu dinheiro?
Para simular aportes e crescimento ao longo do tempo, use a nossa Calculadora de Juros Compostos. A ferramenta é educativa e não inclui automaticamente impostos, inflação, taxas ou risco do produto escolhido.
Fontes e atualização
Este conteúdo usa como referência o Banco Central do Brasil e a B3. A Selic é um dado variável; por isso, a taxa citada deve ser lida junto da data de atualização.
Conteúdo educacional. Não constitui recomendação individual de investimento.